Com uma superfície de aproximadamente 300 metros quadrados, graças às suas microvilosidades, o epitélio intestinal é composto de células que funcionam como uma barreira natural a toxinas e microrganismos patogênicos, evitando que cheguem a outros tecidos e órgãos. Cientistas do Instituto de Imunologia La Jolla, da Califórnia, divulgaram uma pesquisa fascinante mostrando como essas células enviam mensagens para as células T, do sistema imunológico, para que elas se mobilizem para deter potenciais infecções.
Intolerância alimentar: sintomas mais frequentes são gases, dores abdominais, diarreia, náusea, refluxo e cansaço — Foto: Mohamed Hassan para Pixabay
“A pesquisa mostra como as células da barreira intestinal, que são elementos estruturais do tecido, se comunicam com as do sistema imunológico para providenciar a defesa do organismo. As células T circulam próximas às células epiteliais como guardas de segurança, como se estivessem patrulhando a área. Elas recebem um sinal de alerta que equivale a algo como ‘fiquem aqui e façam seu trabalho’”, comparou Mitchell Kronenberg, diretor do instituto e principal autor do estudo. O processo depende da interação entre vários componentes, sendo que uma proteína chamada HVEM tem papel decisivo para que tudo funcione.
Outro estudo revelou que pacientes com distúrbios intestinais podem ter um risco maior de desenvolver Doença de Alzheimer. Cientistas da Edith Cowan University (Austrália) analisaram amostras genéticas de cerca de 400 mil pessoas e descobriram que pacientes com Alzheimer e aqueles com alterações intestinais têm genes específicos em comum. Embora não se possa afirmar que uma enfermidade leve à outra, os resultados são considerados uma vitória da ciência. Segundo o professor Simon Laws, supervisor do trabalho, “o achado nos traz evidências para corroborar o conceito do eixo cérebro-intestino, uma ligação de mão dupla entre a saúde cognitiva e emocional e o funcionamento dos intestinos”.
Um ponto importante que chamou a atenção dos pesquisadores: níveis anormais de colesterol são apontados como fator de risco tanto para o Alzheimer quanto para as doenças do intestino. Zelar pela saúde da nossa microbiota vem ganhando cada vez mais atenção dos cientistas e a adoção de hábitos saudáveis e ajustes na dieta alimentar poderão fazer toda a diferença. Aqui vão algumas recomendações para cuidar melhor do “eixo cérebro-intestino”:
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